Transmissão não acontece em todas as exposições

O risco depende da infecção, do tipo de contato, do momento da doença, do uso de prevenção e de outros fatores. Por isso, duas pessoas em uma relação podem ter resultados diferentes.

A descoberta de uma IST em uma parceria, porém, é uma informação relevante. Em várias situações, recomenda-se avaliação das parcerias, testagem e eventualmente tratamento conforme o diagnóstico e as diretrizes.

Evite tratar por conta própria

É tentador usar a mesma medicação que foi prescrita para a outra pessoa. Eu não recomendo isso. Nem toda IST é tratada da mesma maneira e sintomas parecidos podem ter causas diferentes.

Além disso, o uso inadequado de antibióticos pode dificultar o diagnóstico e contribuir para resistência bacteriana.

Essa conversa também precisa ser humana

Uma IST não permite concluir quando a infecção foi adquirida nem, isoladamente, reconstruir a história de um relacionamento. Algumas infecções podem permanecer assintomáticas por períodos prolongados.

Eu tento separar a parte médica das interpretações pessoais que às vezes surgem nesse momento.

O que fazemos a partir daqui

Organizamos a testagem apropriada, avaliamos necessidade de tratamento e revisamos prevenção. Dependendo da situação, entram vacinação, PrEP, preservativos ou outras estratégias.

A grande maioria dessas situações tem um caminho clínico bem definido quando é avaliada com calma.

Ficou com dúvida sobre o seu caso?

Na consulta eu consigo olhar a sua história, os exames, o tempo desde a exposição e o que realmente faz sentido fazer a partir daqui.

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Referências e diretrizes

  1. Ministério da Saúde. Infecções Sexualmente Transmissíveis.
  2. Ministério da Saúde. Prevenção combinada.

Conteúdo informativo. As recomendações dependem da situação clínica, do tipo de exposição, do momento da avaliação e das diretrizes vigentes. Este texto não substitui consulta médica.